quarta-feira, 8 de julho de 2009

BERULÓ


Quem passa a vida
A fazer, desejar
Mal aos outros
Destruindo construções
Num ritu maligno
De desejos violadores
Feitiçarias e poções
Imã mutante de maldição
Agente de Troncoso
Da Lua Cheia minguada
Amuleto de magia negra
Sem poderes reflexos na gira do Sol
Simbiose do mal retratado
Combato com as forças
Da água e do Sal,
Em João, Cristo e do Rio Jordão
Ao Mar Morto, destruindo
Sua ira, seu ódio, sua raiva
E seus ataques psicóticos
Em se alimentar com as desgraças
Dos outros.
Terra a terra
Pó ao pó
Cinzas as cinzas
Beruló!!!
Volta para quem lhe mandou
e diga, que não mim encontrou.

ACORDES


Você tem Jesus Alegria dos Homens?
- de Bach?
-sei lá?
Em alemão?
Não. Minha sofisticação
não chega a tanto.
No mais puro linguajar
da periferia.
-Você que Reeper?
Um chorinho é mais adequado
As minhas leituras e entendimentos
e encherá meus sentimentos
de ternura e encanto
Ouvir não é ler no original
Mim contento pelo genérico com tradução
Mesmo que se traia a confiança do autor
Uma versão marginal
Com letras grandes,
Uma música colorida
Alegre que fale de mim
Como eu mereço, com acordes
de violão para que eu possa solfejar
e dizer no lá,rá,lá
esta eterna poesia musical.
Uma versão popular
como as Bachiannas
que ouvir, olhando as vitrines
sonhei eternidade.

ECLIPSE


O Sol apareceu eclipsado com a Lua
enchendo o céu de estrelas, alvorada
festiva anunciadora das estações
com o Arco Iris da vida, singrada de
chuvas torrenciais e ventos amenos
que invadiam os nossos sentidos.


FENIX ADORMECIDA


Violação de sonhos,
catalisou assustadoramente
uma energia dominadora,
contaminante de poemas espúrios,
gerado de um stress pós traumático
uma ilusão fragmentária, de um desejo
que delirou.
Uma visão híbrida do meu antagonismo
antítese do pensamento bloqueado
nesta oração que faço aos cabelos
embranquecidos da anciã
que renasce com o Sol
e não pode revelar suas mentiras
sem expor suas verdades
Obsessão devastadora
que induz energias as palavras,
e caem no ventre dos ventos
para não difundir endorfinas,
aumentando felicidades,
apagando, dores, solidões ,
as lembranças, para ter vida nova,
perdendo o passado,
cristalizando a identidade
reveladora do seu mantra.
Uma Fênix adormecida
deflagradora de choques
homeopáticos de felicidades.

ALUCINADO EM Cãmara lenta


Alucinado em câmara lenta
Uma Paixão recorrente
Uma dor no peito
do lado esquerdo do Rio.
Vou m'embora
Não sei onde moro
se prá lá, prá qui
ou pra colá.
Se longe ou perto
Só sei que demora
pra chegar.

OLHOS DE VER
Acendi o Farol do Esquecimento.
Ativei a lembrança, já não mim lembro mais
Eu que me esquerci de lembrar
Minhas Memórias, vão singrando
os Céus da Bem aventurança,
em Mares bravios, sobre as luzes
de Estrêlas marginais, caídas no Mar
em prantos, formando Furações
II
Ainda não aprendir a Ver,
porque não sei Olhar.
Uma multidão de sons povoam
meus sentidos, mas não sei Ouvir,
e ,por não não saber escutar,
não flutuo na Fantasia do Universo
da imaginação.
Um Paradigma da inconsciencia,
emprobece meu Coração, sem razão
sem emoção, sem memorial revisitado,
sem Olhos de Ver, Falando para Dizer
...Saudades.

TRANSVERSALIDADE DO MEU CANTO


A Fadiga do meu Canto Cíclico
desafinou a extensão de minha voz
e quedei triste, na tristeza do Cantar
Uma Aminésia atroz, instantânea e perversa.

Canto do meu encontro
desta partida.
Saudades, e emoções destes minutos
de divagações sentimentais.
Emoções... Pura emoção

Canto enfadado
pelo rotineiro cansaço
de um labor estéril, imobilista,
de stress depressivo e reducionista
nas notas dissonantes do meu pensar.

Fadiga mental,
sem vontade de ir
querendo ficar
e fico para não sair.
Nesta falta de animo de pensar,
neste Canto embaçado de visão limitada,
sem pausa ,para determinar o ritmo silenciado

Uma dor passada.
O Medo de pensar
cristaliza a minha Fronemofobia
neste Canto frouxo, fatigado,
que potencializa a Catarse da transversalidade
do meu pranto...desencontrado ,
deste Psicodrama Filosofal.



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Quem sou eu

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SEVERO D’ACELINO. Sergipano de Aracaju, (47) filho de Acelino Severo dos Santos e Odilia Eliza da Conceição – Fundador do Movimento Negro em Sergipe; Bahia e Alagoas – Ativista dos Direitos Humanos – Poeta , Dramaturgo , Diretor Teatral , Coreográfo , Pesquisador das culturas Afro indigena de Sergipe , Ator . Em 68 fundou o Grupo Regional de Folclore e Artes Cênicas Amadorista Castro Alves em 73 os Cactueiro Cênico Grupo e Teatro GRFACACA, introduzindo o Teatro Armorial e o Teatro de Rua em Sergipe. Dirigiu diversas peças e espetáculos de dança, entre eles: Maria Virgo Mater Dei, O Mistério da Rosa Amarela, A Última Lingada, De Como Revisar Um Marido Oscar, Terra Poeira in Cantus, Navio Negreiro,Água de Oxalá, A Dança dos Inkices D’Angola, Iybo Iná Iye, João Bebe Água. No Cinema interpreta Chico Rey , Espelho D’Agua e na Televisão: Thereza Baptista Cansada de Guerra. Autor de diversas peças textos e coreografias destacando a Suíte Nagô. Casado, Militar Reformado da Marinha de Guerra do Brasil. Coordenador Geral da Casa de Cultura Afro Sergipana.