quarta-feira, 8 de julho de 2009

ARBITRIO


O peso do livre arbítrio
É o preço da liberdade.
Duvidas e ansiedades
Razão e emoção
No Santo Graal
Do inconsciente que move
meus sentimentos e expressões
do livre arbítrio

PROFANAÇÃO DO SILENCIO


Tormenta atroz
Que dilacera e atormenta
Minha solidão.
Conjuro o amor em mim
A felicidade anunciada
De mãos dada com o fluxo
Do girassol, nas manhãs
Que trago no peito.

É nascente, aurora, despertai.
Sempre tive uma vida agitada
Em companhias festejadas
Hoje vivo solidão.
Eu não tenho uma vida de Rei
Mas sou majestade de alguns
Nunca tive uma vida de paz
Mas sou Feliz, enfim

Sou hospedeiro da luz
Eco sem claridade
Lux da minha voz sufocada
Estrela da manhã
Gritando meu silencio profanado.


VILIPENDIO


Anunciaram a minha Morte
o apagar das minhas pegadas
na tragetoria de lutas
Anunciaram a minha Morte
apagando os meus registros
numa danação vilipendiada
Anunciaram minha Morte
difamando minha existencia
desqualificando meus feitos
silenciando meu Nome.
Anunciaram minha Morte...
...uma Morte Anunciada.
Minhas Idéias...nunca morrerão.
É minha Identidade o que mim identifica.
Apesar do esquercimento funcional.

TROVEJOU NO RIO


-Trovejou e o céu escureceu
de repente, o Tempo, a gente,
mudou.
A ventania intensificava o frio
do silencio gerada do medo
que pairava sobre nós.

2-O fogo congelou o espaço
e o Sol não veio.
desabafo do Sol
que não nasceu no dia seguinte
tudo calmaria, silencio
escuridão.

3-A luz dos postes
não chega onde estou
não clareia a escuridão
não esquenta o frio
não alumia o caminho
da estrada.

4-Dia anoitecido, profético
Que se fez noite escura
Sem Lua, sem estrelas
Sem os brilhos das mente

5-Água transbordadas
das fontes secadas na devastação
do Rio assoreado
mostrando seus lençóis e bancos de areias
na escuridão do dia que o Sol não veio
e a água evaporou.


RANCÔRES


os olhos só brilhão, na primavera e no alvorecer.
é hora do sol, da expressão de vida germinando
sem ódio, sem dor e sem rescentimentos
porque a vida surge com a energia do calor
que emana do coração.
os olhos só veem o que deseja o sentimento
e este pode ser direcionado
conforme a perda.
só os perdedore guardam ranCores
pretas, brancas, amarelas etc.
um sentimento infeliz de psicopatia.
a cor da pele jamais será mis importante
que os brilhos dos olhos de quem vê
além do olhar.
Feliz Páscoa.

SINALIZAÇÃO

Meus versos são códigos
registros de minha consciência
referencia dos meus segredos
chaves de meus enigmas
sonhos de minhas paixões
para não mim perder
nas estradas

FOGO FRIO


Essa energia negativa.
Esse peso claudicante
que traz consigo a sina
de devastar tudo
que olha e deseja.

Essa energia é fogo
Na floresta, no centro do mar
Não é vulcão
É ódio e sentimento
Você é do mal.

Fogo que queima as pessoas
destroem ambientes
mão cheias de desgraças
você é o próprio mal
o inimigo, o fraco.
Não tem nada, porque nada constrói
você é pó e para o pó voltara

Terra a terra
Pó ao pó
Fogo ao fogo
O fogo purificador
Destruirá as lavras astrais
Que devasta tudo a sua volta
Que deixa, para fazer mal aos outros.

Essas lavras se voltarão
Contra você e contra quem estiver
Representando nestas maldades.
Terra a terra
Pó ao pó
Cinzas as cinzas.

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Quem sou eu

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SEVERO D’ACELINO. Sergipano de Aracaju, (47) filho de Acelino Severo dos Santos e Odilia Eliza da Conceição – Fundador do Movimento Negro em Sergipe; Bahia e Alagoas – Ativista dos Direitos Humanos – Poeta , Dramaturgo , Diretor Teatral , Coreográfo , Pesquisador das culturas Afro indigena de Sergipe , Ator . Em 68 fundou o Grupo Regional de Folclore e Artes Cênicas Amadorista Castro Alves em 73 os Cactueiro Cênico Grupo e Teatro GRFACACA, introduzindo o Teatro Armorial e o Teatro de Rua em Sergipe. Dirigiu diversas peças e espetáculos de dança, entre eles: Maria Virgo Mater Dei, O Mistério da Rosa Amarela, A Última Lingada, De Como Revisar Um Marido Oscar, Terra Poeira in Cantus, Navio Negreiro,Água de Oxalá, A Dança dos Inkices D’Angola, Iybo Iná Iye, João Bebe Água. No Cinema interpreta Chico Rey , Espelho D’Agua e na Televisão: Thereza Baptista Cansada de Guerra. Autor de diversas peças textos e coreografias destacando a Suíte Nagô. Casado, Militar Reformado da Marinha de Guerra do Brasil. Coordenador Geral da Casa de Cultura Afro Sergipana.